Museu Arqueológico do RS busca investimentos de R$ 5 milhões

Atualizado: 9 de mai.

Localizado em Taquara, o patrimônio possui o maior acervo da América Latina e está com as portas fechadas para o público em geral há 11 anos, e sua reabertura depende da captação de R$ 5 milhões.


O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (Marsul), localiza-se município de Taquara, no Vale do Paranhana, em um prédio de mil metros quadrados que conserva mais de três milhões de peças arqueológicas de escavações em sítios pré-coloniais e coloniais brasileiros.


Para especialistas, o acervo que tem vasos, pontas de lanças, cestos, crânios, entre outros, se compara – em quantidade e importância – ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Este tinha de 20 milhões de itens até o incêndio que consumiu parte de sua estrutura em setembro passado, avalia a doutora em História Carla Renata Gomes.



Relevância histórica


O acervo do museu também conta com itens ligados a culturas pré-coloniais, como Santarém e Marajoara, e povos ancestrais latino-americanos. O local tem artefatos de mais de 600 sítios arqueológicos diferentes. Os utensílios lá alocados são fruto de pesquisas realizadas por Eurico Miller, entre os anos 1960 e 1980, que fundou o Marsul em 1966. Um dos destaques é o crânio encontrado em Cerrito Dalpiaz, na cidade de Maquiné, sítio arqueológico que dá origem ao museu, a peça tem, aproximadamente, 8 mil anos.


Os artefatos foram adquiridos de dois modos: por meio do Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (Pronapa), que repassava as peças encontradas em escavações para a instituição, e também por meio de doações do Museu Júlio de Castilhos, localizado em Porto Alegre.


Para a diretora de projetos da Surya Projetos, toda a história armazenada pelo Marsul ajuda a preencher lacunas da historiografia do país.


— Este acervo é ímpar. Ao estudarmos tudo o que ele nos oferece, descobrimos fatos importantes sobre o nosso passado, sobre as culturas pré-coloniais e das que colonizaram o Brasil — afirma Clarice.

O diretor do Marsul reforça a afirmação e ressalta a importância da conservação.


— Os livros não conseguem transmitir a sensação de se estar diante de uma peça resgatada de um sítio arqueológico de 5 mil anos. Temos que pensar no presente, precisamos preservar o que temos agora para que as gerações futuras possam ter acesso a essas peças e ter as ferramentas necessárias para estudar e pensar essas civilizações que já não existem, mas que constituem a nossa história — diz Soares.



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